Diário de Artista - Caverna Nuclear
A instalação Caverna Nuclear transforma o próprio estúdio do artista em obra, fazendo com que o espaço físico participe da narrativa sobre a condição humana. O ambiente é concebido como um cubo fragmentado, com paredes partidas, vazios e portais que se abrem e fecham, criando sensação de instabilidade e tensão. Em uma dessas paredes está a Parede Rupestre, formada por símbolos pintados a partir do número cinco, inspirado no conceito de quincôncio, que organiza cinco elementos em equilíbrio espacial e simbólico. Para o artista, cinco pinceladas são suficientes para condensar uma ideia e criar significado.
Ao lado dessa parede surgem os totens fálicos, construídos com tijolos, respingos de tinta e vestígios humanos, representando a Primeira e a Segunda Guerra Mundial e a capacidade destrutiva do ser humano. Diante da ameaça constante de novos conflitos e da presença do risco nuclear, o artista projeta ainda outros dois totens, relacionados a guerras futuras, feitos com ferro retorcido e roupas destruídas vindas de zonas de conflito, como a Ucrânia. Caverna Nuclear articula memória, violência, trauma e sobrevivência, utilizando matéria, espaço e símbolo para refletir sobre destruição e persistência humana.
Diário do Artista: Campo Nuclear
Apucarana, a cidade alta do Paraná e terra das Araucárias, é o cenário da instalação artística Campo Nuclear. Situada na Praça 28 de Janeiro, local marcante de minha infância, esta obra integra as artes visuais à biblioteca municipal para propor um diálogo entre ciência e poesia. O conceito central baseia-se na nucleação, uma técnica de restauração ambiental que prepara o terreno para atrair disseminadores de sementes e regenerar a biodiversidade. A instalação utiliza materiais como paralelepípedos e pedras de concreto, que são ressignificados artisticamente. Aqui, esses elementos deixam de remeter à destruição e passam a simbolizar a base sólida necessária para recuperar áreas degradadas.
Campo Nuclear é um manifesto de arte em prol da vida e da conservação. O projeto convida o público a refletir sobre a importância de restaurar não apenas o meio ambiente, mas também nosso corpo, mente e alma, em profunda conexão com a Natureza.,
Diario de Artista - Solano
"A preservação é um comportamento inerente ao ser humano. É ancestral" "A preservação é um comportamento inerente ao ser humano. É ancestral" "A preservação é um comportamento inerente ao ser humano. É ancestral"
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DEZ-012-001